terça-feira, 21 de setembro de 2010

Desafio Sebrae


Neste mês de setembro, foram abertas as inscrições do Desafio Sebrae Colaboradores. Esta edição é destinada a funcionários e estagiários de todo o Sistema Sebrae. Eu e mais dois trainees, Diego e Bruno, constituímos uma equipe para participar. O Desafio Sebrae se trata de um jogo virtual onde os participantes vivenciam situações reais da vida de uma empresa, por meio de um software. As etapas incluem questões como tomada de decisões, contratação de mão-de-obra e formulação de preços de venda de produtos. A competição tem caráter educacional e visa estimular o espírito empreendedor nos participantes, a partir do desenvolvimento de conceitos e competências inerentes ao processo de gestão de uma empresa.         
     
O jogo foi desenvolvido em 1999. Inicialmente era destinado a estudantes universitários, mas já em 2000 foi realizada a primeira versão para colaboradores do Sebrae. Até 2009, foram realizadas mais cinco edições para o público interno da institutição.
       
Clique aqui para obter mais informações sobre a competição.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Caso de sucesso - Propriedade Intelectual

Clique aqui e veja um exemplo de como a proteção e gestão dos ativos de propriedade intelectual em uma empresa pode ser uma importante ferramenta para se obter vantagem competitiva no mercado.  

Inovar nem sempre é difícil

Vejam estas invenções bastante criativas (vá no menu e ponha no modo fullscreen para ver melhor as imagens):

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Onde estão as MPEs inovadoras?

Página principal do Observatório de Inovação
O Sebrae disponibiliza na Internet uma importante ferramenta, denominada Observatório de Inovação, com informações recentes sobre micro e pequenas empresas brasileiras com potencial de inovação, nos setores da indústria extrativa, da indústria de transformação e de serviços. As informações se referem à quantidade, à distribuição territorial e ao número de pessoas ocupadas no conjunto  dessas empresas, considerando o universo daquelas com até 99 pessoas ocupadas. O mapeamento foi feito com base no cruzamento de dados de quatro instituições: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC).

Página com as informações do Estado de São Paulo
O Observatório de Inovação é muito importante para que o Sebrae possa nortear o planejamento do trabalho em prol do desenvolvimento das MPEs inovadoras. Segundo informações da Agência Sebrae de Notícias, a ferramenta será aprimorada em breve, de forma que sejam disponibilizados também informações sobre o perfil das MPEs inovadoras, segundo divisão por atividade econômica. Além disso, essas empresas passarão a ser localizadas por municípios.     


terça-feira, 24 de agosto de 2010

O que é inovação?

Produção de melancia quadrada para
melhor armazenamento

O conceito de inovação em uma empresa mais utilizado no Brasil e na maioria dos países é o do Manual de Oslo, elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com o objetivo de orientar e padronizar conceitos, metodologias e construção de estatísticas e indicadores de inovação.
O Manual de Oslo tem três edições. A primeira foi publicada em 1992, a segunda em 1997 e a terceira e mais recente em 2005. As duas primeiras edições falam de inovação apenas em produtos ou processos. A terceira edição acrescenta os conceitos de inovação em marketing e inovação organizacional. O conceito presente na 3ª edição (traduzida para o português pela FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos) é o seguinte:

"Uma inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas."

Mas para uma mudança ser considerada uma inovação, ela precisa ter sido efetivamente implementada. A respeito disso, há a seguinte observação no Manual de Oslo 3ª edição (versão traduzida pela FINEP):

"Um aspecto geral de uma inovação é que ela deve ter sido implementada. Um produto novo ou melhorado é implementado quando introduzido no mercado. Novos processos, métodos de marketing e métodos organizacionais são implementados quando eles são efetivamente utilizados nas operações das empresas."

Alguns exemplos do que pode ser considerado inovação, de acordo com a definição do Manual de Oslo 3ª edição:
  • Invenção da câmera digital (novo produto).
  • Uso de tecidos respiráveis em vestuário (produto significativamente melhorado).
  • Introdução de dispositivos de rastreamento para serviços de transporte (novo processo).
  • Posicionamento de produtos em filmes ou programas de TV (novo método de marketing).
  • Introdução de sistemas de educação e treinamento de funcionários em uma empresa (novo método organizacional).

As três edições do Manual de Oslo estão disponibilizadas no site do Ministério da Ciência e Tecnologia, no endereço

http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/4639.html

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Batemos a meta 3


O Sistema Sebrae trabalha com um conjunto de seis metas, conhecidas como Metas Mobilizadoras. A proposta da definição de um conjunto de Metas Mobilizadoras surgiu em uma reunião das unidades de gestão estratégica (UGE) dos Sebrae/UF e do Sebrae Nacional, durante a Semana de Capacitação do Sistema Sebrae em junho de 2009, como uma resposta a seguinte pergunta: "Como aperfeiçoar a gestão da estratégia?".

A idéia era expressar nesse conjunto de metas o foco de atuação do Sistema Sebrae. Após mais algumas discussões, as Metas Mobilizadoras foram aprovadas em agosto de 2009 e ficaram definidas assim:
  1. Ampliar o número de empresas atendidas e registradas no Siacweb (sistema corporativo responsável por apoiar o processo de atendimento do Sebrae e por armazenar os dados desses atendimentos).
  2. Contribuir para a formalização de 1 milhão de empreendedores individuais.
  3. Ampliar a quantidade de empresas atendidas pelo Sebrae com soluções específicas de inovação.
  4. Ampliar o percentual de projetos GEOR (Gestão Estratégica Orientada para Resultados) com orientação para o mercado.
  5. Ampliar o número de empresas atendidas pelo Programa Sebrae de Empresas Avançadas.
  6. Ampliar o número de municípios com a Lei Geral (lei complementar nº. 123 de 2006 - Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas) regulamentada.
O objetivo da Meta Mobilizadora nº 3 para 2010 era atingir a quantidade de 17.000 empresas atendidas com soluções de inovação. Na semana passada, os colaboradores do Sebrae Nacional comeraram o alcance desta meta e da meta nº 1, que tinha a expectativa de atender e registrar 700.000 empresas no Siacweb em 2010. Em junho, já haviamos celebrado o alcance da meta 6, cujo objetvo para 2010 era alcançar o número de 1.700 municípios com a Lei Geral regulamentada. Abaixo, uma foto minha com a equipe da UAIT no dia da comemoração. Estou no canto direito da foto, de óculos.

sábado, 7 de agosto de 2010

Propriedade Intelectual

Nesta primeira semana de trabalho na UAIT, a Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia, eu comecei a estudar o tema "Propriedade Intelectual", objeto do meu plano de trabalho dentro da unidade. É um tema vasto e complexo, cujo estudo me permitirá conhecer o caráter e o nível de inovação nas micro e pequenas empresas brasileiras. A meta deste meu primeiro rodízio é estruturar o projeto de desenvolvimento de uma solução do Sebrae na área de propriedade intelectual. Mas o que vem a ser Propriedade Intelectual? A definição estabelecida em convenção da OMPI - Organização Mundial da Propriedade Intelectual - , um organismo especializado da ONU, de caráter intergovernamental, é a seguinte:

"Propriedade Intelectual é a soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e científicas, às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas executantes, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão, às invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comerciais e de serviço, bem como às firmas comerciais e denominações comercias, à proteção contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, científico, literário e artístico."

Ou seja, a Propriedade Intelectual é a área do direito que se destina a proteger todas as criações do espírito humano, quer seja no âmbito da literatura ou da arte, quer seja no âmbito da ciência ou de alguma atividade econômica. Ela se divide em três categorias: direito autoral, propriedade industrial e proteção sui generis. O direito autoral tem foco na produção literária, científica e artística. Já a propriedade industrial tem foco na atividade empresarial e pode ser protegida por patentes, registro de marca, entre outros. A proteção sui generis está ligada a produtos ou processos não contemplados pelas duas outras categorias, como os conhecimentos tradicionais e o acesso a patrimônio genético.
No Brasil, o órgão responsável pelo registro dos ativos de propriedade industrial é o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Abaixo, coloco o link para o site do INPI.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Início do rodízio

Nessa semana, os trainees começaram o 1º rodízio nas unidades. Eu fui alocado na UAIT - Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia. Esta unidade tem a missão de prover o Sistema Sebrae de conhecimentos e soluções de inovação e tecnologia, que poderão ser empregados nas micro e pequenas empresas e nas pequenas propriedades rurais, em abordagens individuais e coletivas. O objetivo é promover a inovação e facilitar o acesso à tecnologia e informações tecnológicas para as micro e pequenas empresas e para os pequenos produtores rurais, além de apoiar as MPE que operam com tecnologia de ponta, visando à modernização contínua de seus processos operacionais. Podemos destacar algumas ações e projetos/programas da unidade:

Ações:

  • Bônus Certificação: tem o objetivo de promover e facilitar o acesso das MPE aos serviços de certificação de produtos.

  • Bônus Metrologia: possibilita que as empresas acessem, a um menor custo, os serviços de calibração de instrumentos de medição, análises em produtos e matérias-primas diversas, ensaios e outros testes disponíveis nos diversos laboratórios filiados às Redes Metrológicas dos Estados, que atuam em parceria com o SEBRAE estadual.

Projetos/programas:

  • Projeto Habitats de Inovação: o objetivo geral desse projeto é fortalecer os mecanismos de apoio à inovação nas empresas incubadas ou associadas.
  • Programa SEBRAEtec: tem como objetivo a prestação de serviços tecnológicos básicos e avançados e o apoio ao desenvolvimento de projetos de inovação nas micro e pequenas empresas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Visita ao Sebrae/DF

Hoje, dia 30/07, visitamos a sede do Sebrae/DF. Lá assistimos a algumas apresentações sobre a atuação do Sebrae/DF. Uma delas foi sobre o projeto "Negócio a Negócio", vinculado à Unidade de Orientação Empresarial. O foco do projeto é o atendimento a micro e pequenos empreendedores visando à divulgação dos serviços do Sebrae, à realização de diagnóstico das dificuldades do empreendimento e ao cadastramento destes empreendedores junto ao Sebrae para participações em cursos e oficinas oferecidos pela instituição. No projeto existe a figura do Agente de Orientação Empresarial (AOE), um consultor capacitado pelo Sebrae que vai a campo para fazer o trabalho de divulgação e cadastramento junto aos empresários, após a realização do diagnóstico. Ou seja, o atendimento é feito nos próprios estabelecimentos. A idéia desse projeto surgiu a partir da constatação de que a maioria dos micro e pequenos empresários não procuravam o Sebrae, muitas vezes por desconhecimento da instituição.

No período da tarde, eu e mais dois trainees fomos a campo junto com um Agente de Orientação Empresarial para visitar algumas empresas do Guará, uma cidade-satélite de Brasília. Visitamos dois estabelecimentos. O primeiro era um restaurante, mais bem estabelecido que o segundo, uma loja de presentes. O dono do restaurante relatou que suas maiores dificuldades são a realização de controle financeiro e a capacitação de sua equipe nas práticas de manipulação de alimentos. Ele nos disse que pretende participar de um curso e uma oficina com essas temáticas oferecidos pelo Sebrae. No segundo estabelecimento, uma loja de presentes, o consultor detectou várias deficiências, como o atendimento ruim, a falta de organização, a falta de informatização, entre outros. A proprietária fez o cadastro e, na semana que vem, o consultor irá fazer nova visita para recomendar-lhe a realização de alguns cursos e conversar sobre outros nos quais ela manifestar interesse. Abaixo, coloco duas fotos, uma da conversa com o dono do restaurante e outra do comércio onde fica a loja de presentes.















quinta-feira, 29 de julho de 2010

Construção de cenários


Ontem e hoje fizemos o curso "Capacitação Básica nos Conceitos, Metodologia e Técnicas de Análise Prospectiva e Construção de Cenários". O objetivo deste curso era introduzir a metodologia e o referencial teórico da técnica de construção de cenários, que consiste em identificar possíveis quadros para o futuro a partir da análise de diversos fatores. Pode-se construir cenários para um país, uma empresa, uma organização, um setor da economia, um grupo de pessoas, entre outros. A premissa básica da construção de cenários é estar sempre atento às mudanças.
Existem dois tipos de abordagens para a construção de cenários:
  1. Extrapolativa (ou determinística)
  2. Probabilística (ou prospectiva)

A abordagem extrapolativa trabalha com uma visão segmentada da realidade e considera o futuro como uma extrapolação do passado, isto é, desconsidera fatores externos ao ambiente que está sendo analisado e pressupõe que apenas os fatores do presente ou do passado poderão influenciar o futuro. Já a abordagem probabilística trabalha com uma visão sistêmica da realidade e considera o futuro como uma construção dos atores sociais, isto é, enxerga a realidade como um todo organizado, em que diversos elementos interagem na determinação do futuro.

A técnica de construção de cenários é uma ferramenta de extrema importância para o nosso desenvolvimento profissional, pois pode ser útil para:

  • Planejamento estratégico.
  • Estudos de Mercado.
  • Apoio ao processo decisório.
  • Análise de projetos.

Durante o curso realizamos duas atividades em grupo. Na primeira, analisamos o impacto e o grau de incerteza de fatores que possivelmente afetarão o cenário político, econômico e social do Brasil nos próximos anos, como, por exemplo, as eleições de 2010 e a pauta de reformas do Estado brasileiro. Na segunda atividade, construímos alguns cenários a partir de hipóteses plausíveis sobre esses fatores.